Há coisas na vida que não consigo mais recuperar. E muitas primeiras vezes foram perdidas pra sempre. Nem todas, que fique bem entendido. Mas não posso lembrar da primeira vez que visitei um museu. Muito nova, com certeza, mas qual, e principalmente, o que senti, não tenho idéia. Imagino que tenha sido uma impressão e tanta, se for tomar como referência o caminho que minha vida tomou.
Há uma chance enorme que o primeiro museu que tenha visitado tenha sido o Museu Nacional, no Rio de Janeiro. A mais antiga instituição científica do Brasil (criado em 1818) e o maior museu de história natural e antropológica da América Latina, o museu passou a ocupar em 1892 seu edifício atual, o Paço de São Cristóvão, que foi residência da família imperial brasileira. Está no meio de um parque enorme, a Quinta da Boa Vista, onde, hoje em dia, também está localizado o Jardim Zoológico do Rio de Janeiro. Tenho grandes memórias dos três lugares... Hoje o museu pertence à Universidade Federal do Rio de Janeiro, e é um local de pesquisa e estudos, com cursos de pós-graduação. Como vários outros edifícios e instituições pertencentes à universidades, o museu se encontra em mal estado. Mesmo com uma equipe de pesquisadores e especialistas, e mesmo recentes iniciativas de restaurar o prédio, o que encontramos é infelizmente uma exposição ultrapassada, mal conservada, uma coleção científica impressionante, mas que já passou por maus bocados. A falta de verbas, e a falta de contratação de pessoal especializado fazem pagar o seu preço.
O acervo vai desde coleções arqueológicas e antropológicas, à paleontologia e história natural. Lembro que ver as ossadas de dinossauros foi uma das experiências mais impressionantes que já tive. E na sala das múmias eu não entrava de jeito nenhum! Morria de medo... Hoje tenho consciência que as escadarias parecem muito maiores nas minhas lembranças do que realmente são, e que os esqueletos não são tão assustadores... E as múmias, pobres, tão quietinhas, só reclamaram quando passaram por uma inundação causada pela chuva....
Há uma chance enorme que o primeiro museu que tenha visitado tenha sido o Museu Nacional, no Rio de Janeiro. A mais antiga instituição científica do Brasil (criado em 1818) e o maior museu de história natural e antropológica da América Latina, o museu passou a ocupar em 1892 seu edifício atual, o Paço de São Cristóvão, que foi residência da família imperial brasileira. Está no meio de um parque enorme, a Quinta da Boa Vista, onde, hoje em dia, também está localizado o Jardim Zoológico do Rio de Janeiro. Tenho grandes memórias dos três lugares... Hoje o museu pertence à Universidade Federal do Rio de Janeiro, e é um local de pesquisa e estudos, com cursos de pós-graduação. Como vários outros edifícios e instituições pertencentes à universidades, o museu se encontra em mal estado. Mesmo com uma equipe de pesquisadores e especialistas, e mesmo recentes iniciativas de restaurar o prédio, o que encontramos é infelizmente uma exposição ultrapassada, mal conservada, uma coleção científica impressionante, mas que já passou por maus bocados. A falta de verbas, e a falta de contratação de pessoal especializado fazem pagar o seu preço.
O acervo vai desde coleções arqueológicas e antropológicas, à paleontologia e história natural. Lembro que ver as ossadas de dinossauros foi uma das experiências mais impressionantes que já tive. E na sala das múmias eu não entrava de jeito nenhum! Morria de medo... Hoje tenho consciência que as escadarias parecem muito maiores nas minhas lembranças do que realmente são, e que os esqueletos não são tão assustadores... E as múmias, pobres, tão quietinhas, só reclamaram quando passaram por uma inundação causada pela chuva....
O Museu Nacional para mim é o museu dos museus, o primeiro do qual tenho lembrança, e talvez um dos quais tenho mais carinho. É possível que tenha sido ele mesmo que tenha determinado meu destino, e me dói vê-lo tão vítima, justamente do tempo. O tempo passa para todos, até para os museus...
(sinto escrever em português, mas sei que entenderão. Não posso controlar o idioma em que me vêm as memórias, nem os sonhos.)
(sinto escrever em português, mas sei que entenderão. Não posso controlar o idioma em que me vêm as memórias, nem os sonhos.)
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